domingo, 25 de outubro de 2009

Relatório das aulas 21 e 22

ESCOLA SECUNDÁRIA D. MANUEL I – BEJA
2009-2010
Disciplina de Filosofia - 10º ano

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André Filipe Pereira Guerreiro
Número: 29 Turma A

Relatório de aula
Aulas número 21 e 22
22 de Outubro

Como realizado habitualmente no início de cada aula de filosofia, foi feita por parte da professora a leitura do relatório da aula anterior. De seguida foram propostos, por parte da mesma, os seguintes objectivos de aula: identificar as diferentes áreas de questionação filosófica, distinguir questões filosóficas de questões não filosóficas e caracterizar questões filosóficas.
No cumprimento do primeiro objectivo, foi feita a correcção do trabalho de casa, sendo tiradas também algumas dúvidas acerca do mesmo (áreas de questionação filosófica). Na filosofia existem várias áreas de questionação filosófica, irei agora referi-las e também os seus domínios, juntamente com alguns exemplos.
Essas áreas são: a lógica que estuda a forma do pensamento e do discurso; a metafísica que estuda os seres não materiais (Deus e a alma); a cosmologia no estudo da origem e estrutura do Universo; a ontologia que estuda o ser e a realidade; a gnosiologia no estudo do conhecimento em geral; a epistemologia que estuda a ciência; a filosofia da religião no estudo do sagrado e do divino; a estética que estuda a beleza e a arte; a ética que se dedica ao estudo do bem, da justiça, da responsabilidade, da moral, da liberdade; a axiologia no estudo dos valores; a filosofia social e política que estuda a vida em sociedade; anthropos é uma palavra que para os gregos significava homem, logo a antropologia estuda o homem; o existencialismo no estudo do sentido da existência humana. Uma frase exemplificativa desta matéria é: “O que são os valores?”; neste caso, já que sabemos que a axiologia estuda os valores, logo esta frase pertenceria ao estudo da axiologia.
Seguidamente avançámos para a distinção entre questões filosóficas e questões não filosóficas. A professora ditou algumas questões para iniciar este novo assunto.
A pergunta acerca do que é um quadrado é uma questão não filosófica, enquanto a questão sobre qual o regime político ideal é filosófica, fazendo parte da filosofia social e política.
A distinção entre estes dois tipos de questões é feita através do princípio de que todas as questões filosóficas têm sempre as seguintes características: a intemporalidade, ou seja, estas questões mantêm a sua pertinência e o seu valor, independente do tempo; a problematicidade, quer dizer, são questões sem solução, sem resposta única e definitiva; a universalidade, já que são questões que estão relacionadas com todos os seres humanos; a radicalidade (raiz), pois a Filosofia é uma procura de fundamentos, bases e origem, e até mesmo, da razão de ser da realidade.
Por fim a professora referiu a página do manual onde são referidas a radicalidade e a universalidade (página 24).

quinta-feira, 22 de outubro de 2009

Relatório das aulas 19 e 20

João Espada Afonso
Numero: 11 Turma A

Relatório de Aula
Aulas número 19 e 20, dia vinte de Outubro de 2009
A aula foi iniciada com a leitura do relatório da aula anterior, em seguida foi corrigido o trabalho de casa. Em seguida a professora definiu os objectivos de aula em que um deles já teria sido um dos objectivos da aula anterior.
A professora seguiu com a aula distinguindo dois tipos de acções: as que têm limite e que estão subordinadas a objectivos, a coisas que se querem com essas acções; e as que não têm limite determinado, que são fins em si mesmas, as chamadas “acções perfeitas”.
Um dos objectivos de aula era treinar a análise de texto filosófico e foi em seguida o que se fez, continuando com excertos do livro “A Imperfeição da Filosofia” de Maria Filomena Molder. Conhecemos em seguida as diferentes áreas de questionação filosófica, entre as quais se encontra a lógica, a ética, as estética, a antropologia, entre outras.
Falou-se na aula, também, de a Filosofia ser uma actividade híbrida, porque está subordinada a uma finalidade, a sabedoria, e é, ao mesmo tempo, um fim em si mesma (apenas “filosofa-se para filosofar”). No final da aula, a professora definiu o que seria o trabalho de casa: um exercício de identificação de diferentes áreas de questionação filosófica.



- O relatório apresentava falhas de sintaxe;
- Apresentava bastantes imprecisões quanto aos conteúdos de aula;
- Não respeitou totalmente a sequência temporal da aula.

segunda-feira, 19 de outubro de 2009

Relatório das aulas 17 e 18

Escola Secundária D.Manuel I
2009/2010
Filosofia – 10º ano
João Borges
Nº12 – 10ºA
Relatório de Aula
Aulas 17 e 18
15/10/2009
A professora iniciou a aula lendo o relatório do colega Rui Parente. De seguida, foram analisados e corrigidos alguns trabalhos de casa, que consistiram em fazer um comentário de texto à seguinte frase: “Creio que todos os homens são Filósofos, ainda que uns mais do que outros” incluída na obra Em busca de um Mundo melhor, de Karl Popper. Constatou-se que a principal ideia desta afirmação era que mesmo não sendo filósofo qualquer pessoa podia filosofar, mas existem duas formas distintas de o fazer.
Prosseguindo, a professora definiu os objectivos da aula, que foram:
- Aprender a argumentar
- Treinar a leitura e interpretação de texto filosófico.
Seguidamente, foi pedido aos alunos que resolvessem um exercício que consistia em encontrar argumentos que defendessem a tese: “ O aborto voluntário é crime”; e a sua antítese: “O aborto voluntário não é crime”. Encontraram-se os seguintes argumentos para a primeira tese:
- O aborto voluntário é crime pois o feto já é um ser humano ainda que incompleto.
- O aborto voluntário é crime pois só Deus pode decidir sobre a morte de alguém.
- O aborto voluntário é crime pois trata-se de um homicídio.
Para a segunda tese foram encontrados os seguintes argumentos:
- O aborto voluntário não é crime pois o feto ainda não é uma pessoa.
- O aborto voluntário não é crime pois o feto pertence aos pais, e eles têm o direito de decidir sobre a sua existência.
- O aborto voluntário não é crime pois o feto não tem personalidade jurídica.
Procedemos à leitura de um capítulo do livro A imperfeição da Filosofia, de Maria Filomena Molder. Este capítulo tinha como título “ Escutaríamos nós um carvalho ou uma pedra, se eles dissessem a verdade?”, e como subtítulo “ Um desafio Socrático”. Esta parte do texto apresentava uma passagem do Fedro de Platão. Fedro fala da facilidade que Sócrates tem em inventar histórias de outros países como bem lhe aprouver. Sócrates responde que os sacerdotes do templo de Zeus afirmaram que as primeiras palavras divinatórias saíram de um carvalho. Fedro achava que o mais relevante era o nome e o país de origem das pessoas quando o importante era saber se o que era dito era ou não verdadeiro. Assim as pessoas daquele tempo contentavam-se em escutar a linguagem de um carvalho ou de uma pedra crendo-a como a verdade.
Já depois do diálogo o texto elogia a fertilidade da dialéctica de Sócrates. Fala também da argumentação, dos discursos escritos na alma, progenitores de uma raça de homens, que receberam um nome na altura ainda inseguro: Filósofos.
Assim foi terminada a aula.



- É escusado inserir no relatório apontamentos que estão nos vossos cadernos

domingo, 18 de outubro de 2009

Luísa Caroucinho, Comentário de texto

Luísa Caroucinho
Nº 15, 10º A


Comentário de texto
“Creio que todos os seres humanos são filósofos, ainda que uns mais do que outros”

Na frase “Creio que todos os seres humanos são filósofos, ainda que uns mais do que outros”, Karl Popper sublinha que a Filosofia não é uma actividade exclusiva dos chamados filósofos profissionais, isto é, daqueles que praticam o filosofar sistemático. No entanto, Karl Popper distingue a filosofia espontânea, comum a todos os Homens, da filosofia sistemática.
O Homem comum reflecte sobre os problemas que a vida lhe coloca, e alguns desses problemas são de natureza filosófica. Esta reflexão é ocasional, pouco rigorosa, pouco profunda e muitas vezes destituída do exercício crítico.
A filosofia sistemática distingue-se da anterior porque procura ser coerente e rigorosa, organizando os conceitos. Trata-se de uma filosofia mais complexa e profunda, desenvolvendo-se segundo o espírito crítico.
Assim sendo, quer de uma forma consciente e intencional, quer de uma forma natural, todos os seres humanos praticam o filosofar.

André Guerreiro, Comentário de texto

Comentário de texto à frase: “Creio que todos os homens são filósofos, ainda que uns mais do que outros”

A frase refere que todos somos filósofos, embora de diferentes formas. Existem dois tipos de filosofar, o sistemático e o espontâneo. O filosofar sistemático é aquele que é praticado pelo filósofo especialista/sistemático, tendo as seguintes características: é uma atitude intencional na investigação e manutenção do espanto para com o mundo; produz respostas e argumentos. O filosofar espontâneo, como o próprio nome indica, é um filosofar que surge de forma natural, com as seguintes características: é uma atitude interrogativa, crítica e de espanto; uma forma de estar; uma perspectiva diferente sobre a realidade.
Penso que com esta comparação se mostra que todos filosofamos, embora de formas diferentes, pois acho que uma situação de filosofar espontâneo já aconteceu a todos nós, ao contrário do filosofar sistemático, que só os próprios filósofos praticam. Isto demonstra que, com mais ou menos frequência, todos nós somos filósofos, sem nos apercebermos disso.

André Guerreiro

quinta-feira, 15 de outubro de 2009

1º trabalho de reflexão filosófica

Escola Secundária D. Manuel I
2009/10
Filosofia – 10º ano

1º Trabalho de Reflexão Filosófica



TAREFA
Visione o vídeo
O mito da caverna ( Alegoria da caverna ) Platão
http://www.youtube.com/results?search_query=alegoria+da+caverna&search_type=&aq=f
Elabore um comentário escrito ao vídeo visionado.
Deve seguir a seguinte estrutura:
- Introdução (apresentar aquilo que vai ser objecto de comentário);
- Desenvolvimento (descrição e interpretação do que foi visionado);
- Conclusão pessoal e crítica.


APRESENTAÇÃO
- Uma folha de rosto com elementos de identificação da escola, do aluno e do trabalho em causa;
- Uma página de texto completa como comentário escrito (times new roman, tamanho 12, espaço simples, texto justificado;

quarta-feira, 14 de outubro de 2009

relatório das aulas 15 e 16

ESCOLA SECUNDÁRIA C/3º CICLO D. MANUEL I – BEJA

Ano lectivo 2009/2010

Filosofia – 10ºAno



Rui Parente
Nº 23 Turma: A

Relatório de aula

Aulas nºs 15 e 16

13/10/2009




A professora iniciou a aula lendo o relatório da aula anterior.
A seguir, a professora deu-nos o endereço do blog da nossa turma e mencionou os objectivos de aula. O primeiro objectivo foi “identificar elementos do discurso argumentativo” e o segundo “aprender a argumentar”.
Em relação ao primeiro objectivo, a professora fez um esquema com os elementos do discurso argumentativo. Um discurso argumentativo tem um tema o qual suscita um problema. Para dar resposta a este problema criam-se teses que são defendidas através de argumentos que são as razões apresentadas para defender as teses. Podem também haver contra-argumentos que irão contrariar a tese e tentar explicar porque pode estar errada, logo os contra-argumentos são uma crítica e objecção à tese.
De seguida, analisámos um excerto do livro “Elementos Básicos de Filosofia” de Warburton. Warburton reflectia sobre a existência ou não de Deus. O escritor tomou partido da ideia cristã de Deus. Posto isto podemos saber que o tema do texto era Deus, e que o problema era a existência ou não de Deus. A tese era “Deus existe” e a antítese (contra-tese)era ”Deus não existe”. A professora referiu algumas religiões monoteístas, ou seja, que acreditam num só Deus como, por exemplo, o Cristianismo, o Judaísmo e o Islamismo. Existem também Religiões sem Deus ou Deuses como o Budismo e religiões politeístas, ou seja, com mais que um Deus, como o Hinduísmo. O argumento de Warburton a favor da tese “Deus existe” (argumento do desígnio/finalidade), afirma que na Natureza tudo é apropriado à função que desempenha, ou seja, tudo parece ter sido concebido por um Criador. O autor do livro dá o exemplo do olho humano, em que todas as suas partes estão rigorosamente adaptadas para aquilo para que foi criada: conseguirmos ver. Warburton compara o olho humano com um relógio que foi feito por um relojoeiro. Logo, o argumento apoia a ideia de que um objecto concebido por humanos como relógio, é algo semelhante a um objecto natural como o olho humano.
Este tipo de argumento é conhecido como argumento por analogia pois tem-se por base uma semelhança ou semelhanças entre dois objectos. Os apoiantes do argumento do desígnio afirmam que para qualquer sítio que olhemos, por exemplo, árvores ou animais, tudo é feito de forma mais engenhosa que um relógio, logo Deus, o Relojoeiro Divino, é consequentemente mais inteligente que o relojoeiro humano. Um exemplo de uma crítica ao argumento do desígnio foi a de que este se baseia numa analogia fraca, pois assume sem discussão a existência de uma semelhança entre os objectos naturais e os objectos que sabemos que foram concebidos, logo a analogia é fraca e vaga.
Por fim, realizámos um exercício do caderno de actividades, que consistia em identificar uma tese a partir de três argumentos dados e chegámos à conclusão de que a tese era que “O Homem é um ser livre e que age voluntariamente”.
A professora marcou para trabalho de casa a leitura de um texto.



- O aluno deve justificar o texto;
- O relatório reflecte bem a aula.